Na Outra Margem – especial Fernando Lopes Graça

Foto pertencente ao Museu da Música Portuguesa

Dezembro é o mês de Fernando Lopes Graça. O mês em que faria 106 anos, o mês em que vários artistas e investigadores convergem na apresentação de trabalhos que celebram o compositor e a sua obra. Novos CDs, concertos, um livro, um filme, uma exposição, ocupam vários espaços: o Museu da Música Portuguesa, o Centro Cultural de Belém, as igrejas de São Nicolau e de Nossa Senhora do Rosário, em Lisboa, a Casa Memória Lopes Graça, em Tomar, e o Na Outra Margem – que ao longo da próxima semana oferece um conjunto de entrevistas com os autores destes projectos e de alguns outros menos recentes mas também centrados na obra do compositor:

o filme “Crónica Parisiense”, de  Luís Miguel Correia, uma curta-metragem que ficciona um encontro na capital francesa entre Lopes Graça e Bela Bártok e cuja ante-estreia vai ter lugar na Cinemateca Portuguesa, a 5 de Dezembro, às 21h30.

– o livro “A tradição como problema na obra do compositor Fernando Lopes Graça”, da musicóloga Teresa Cascudo, que a 7 de Dezembro vai ter um lançamento no Museu da Música Portuguesa, no Monte Estoril.

– o CD  “Obra coral a capella, vol. 2”, com obras de Natal, pelos Coros Lisboa Cantat, com concertos a 9 de Dezembro, na Igreja de São Nicolau, e a 18 de Dezembro, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Lisboa.

– CD de “Melodias Rústicas Portuguesas”, pelos pianistas Bruno Belthoise e Christina Margotto, apresentado em concerto no Museu da Música Portuguesa a 15 de Dezembro, e a exposição de fotografias de Patrick Devrèsse que o acompanham, patente naquele espaço durante todo o mês.

– o CD ” Músicas Festivas”, que reúne as 23 peças para piano compostas ao longo de três décadas, tocadas por António Rosado, que vai apresentá-las em concerto no CCB no dia 16 de Dezembro.

– o CD com a Sinfonia per Orchestra e outras obras orquestrais, dirigido pelo maestro Álvaro Cassuto, com lançamento ocorrido a 17 de Novembro, no Museu da Música Portuguesa.

– o CD “Requiem pelas Vítimas do Fascismo em Portugal”, com direcção do maestro Mário Mateus.

o CD “Clepsidra – As Mãos e os Frutos – 3 Canções de Fernando Pessoa”, pelo pianista Nuno Vieira de Almeida e os cantores Ana Maria Pinto e João Rodrigues.

Estejam atentos.

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Na Outra Margem 21/11/2012

A primeira audição absoluta, esta semana, no Grande Auditório Gulbenkian, do Requiem de António Pinho Vargas, encomendado pela Fundação, culmina um ano com várias novas obras em estreia (Overtures and Closures, em Novembro, pela Fundação Orquestra Estúdio; o Quarteto de cordas nº 3, em Julho, pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos;  e Quatro Novos Fragmentos, pelo Ensemble Performa), dois prémios (“Universidade de Coimbra” e “José Afonso”) e o anúncio, para 2013, de dois novos CDs monográficos (“Step by Step”, com obras compostas para o Drumming GP, e o da ópera Outro Fim). Tópicos para uma conversa com o compositor, dois dias antes da estreia do seu Requiem – a 21 de Novembro, às 19h, com uma segunda apresentação no dia 22, às 21, pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Joana Carneiro, realizando-se um terceiro concerto, mas de piano solo, pelo próprio Pinho Vargas, no dia 21, às 21h30, com entrada livre.

Ouvir em podcast:

Parte 1

Na Outra Margem 16/11/2012

Este mês viu já o muito aguardado lançamento do novo triplo-CD dos Músicos do Tejo (ed. Naxos), com a ópera de Francisco António de Almeida “La Spinalba ovvero El Vecchio Matto”, da qual o agrupamento fez em 2008 a estreia moderna, com várias reposições. No dia 23, às 18h, no CCB (Sala Amália Rodrigues), vai ter lugar uma sessão de lançamento, com diversas intervenções sobre a ópera e a música setecentista portuguesa. Antes, Marta Araújo e Marcos Magalhães, directores artísticos dos Músicos do Tejo, estão Na Outra Margem para uma conversa sobre esta ópera e sobre todo o trajecto de investigação, montagem, apresentação em palcos e gravação em CD – na qual intervieram todos os cantores e muitos dos instrumentistas que haviam levado a ópera à cena.

Nesta última semana, actividade intensa tem tido a pianista Ana Telles. No passado dia 8, apresentou numa sessão pública o livro “Monte dos Perdigões” (ed. althum.com), de que é co-autora, com um texto resultante da sua investigação sobre as ligações do compositor Luís de Freitas Branco à herdade onde passou etapas marcantes da sua vida. A 16 de Novembro, integra o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa no evento duplo que este realiza no São Luiz Teatro Municipal (às 18h30, o lançamento do CD “Caminhos de Orfeu”, com obras que o grupo encomendou a vários compositores, e que inclui a estreia duma peça do maestro Jean-Sebastien Béreau; e às 23h30, o concerto de homenagem a Constança Capdeville, em que o GMCL estreará uma obra que a compositora para ele compôs, bem como outra, escrita por António Sousa Dias). E no dia seguinte, às 21h30, em Almada, Ana Telles faz a estreia nacional do Concerto para piano do Padre Joaquim dos Santos (de que é dedicatária), com a Orquestra de Câmara da GNR, sob direcção de Jean-Sebastien Béreau. Muitos tópicos para uma pequena conversa ao telefone, na 3ª parte, que serve de aperitivo para uma abordagem mais alargada, em breve, à actividade recente da pianista.

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Parte 1                             Parte 2                             Parte 3

Na Outra Margem 08/11/2012

Foto de Carlos Valencia Maya

Com um final de ano marcado por concertos em Lisboa (7 de Novembro, auditório do ISEG), Roma (9 de Novembro) e Londres (18 de Dezembro) e com um CD com obras de Fernando Lopes Graça aguardado para 2013, o Doppio Ensemble passa esta semana pelo Na Outra Margem, numa conversa com a pianista Ana Queirós, sobre os objectivos e projectos deste duo (fundado há 10 anos com a violinista Evandra Gonçalves), que tem entre as suas prioridades dar a conhecer repertórios portugueses a um público cada vez mais amplo.

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Parte 1