Na Outra Margem 29/12/12

Foto: Márcia Lessa/FCG

Foto: Márcia Lessa/FCG

Há um ano, a Igreja de São Roque voltou a acolher um cerimonial que ao longo de quase todo o século XVIII marcou o Dia de São Silvestre em Lisboa: a audição dum Te Deum como acção de graças, tradição importada por D. João V e transformada numa opulenta manifestação do poder real. Muitas foram as obras compostas especificamente para o efeito e várias delas ficaram esquecidas nas estantes de arquivos depois da sua estreia. É o caso do Te Deum de António Leal Moreira datado de 1786, cujo manuscrito se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal e foi revisto por Jorge Matta para o concerto que pelo segundo ano consecutivo a Gulbenkian realiza em São Roque – e no qual o maestro dirige solistas, o Coro e a Orquestra da Fundação. Na Outra Margem, antecipamos o evento, numa conversa com Jorge Matta e com a musicóloga Cristina Fernandes, em que se fala sobre esta tradição setecentista e sobre a obra de Leal Moreira – mais conhecido enquanto compositor de óperas, tendo sido o primeiro director do Teatro Nacional de São Carlos.

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