Na Outra Margem 29/12/12

Foto: Márcia Lessa/FCG

Foto: Márcia Lessa/FCG

Há um ano, a Igreja de São Roque voltou a acolher um cerimonial que ao longo de quase todo o século XVIII marcou o Dia de São Silvestre em Lisboa: a audição dum Te Deum como acção de graças, tradição importada por D. João V e transformada numa opulenta manifestação do poder real. Muitas foram as obras compostas especificamente para o efeito e várias delas ficaram esquecidas nas estantes de arquivos depois da sua estreia. É o caso do Te Deum de António Leal Moreira datado de 1786, cujo manuscrito se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal e foi revisto por Jorge Matta para o concerto que pelo segundo ano consecutivo a Gulbenkian realiza em São Roque – e no qual o maestro dirige solistas, o Coro e a Orquestra da Fundação. Na Outra Margem, antecipamos o evento, numa conversa com Jorge Matta e com a musicóloga Cristina Fernandes, em que se fala sobre esta tradição setecentista e sobre a obra de Leal Moreira – mais conhecido enquanto compositor de óperas, tendo sido o primeiro director do Teatro Nacional de São Carlos.

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Na Outra Margem 21/11/2012

A primeira audição absoluta, esta semana, no Grande Auditório Gulbenkian, do Requiem de António Pinho Vargas, encomendado pela Fundação, culmina um ano com várias novas obras em estreia (Overtures and Closures, em Novembro, pela Fundação Orquestra Estúdio; o Quarteto de cordas nº 3, em Julho, pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos;  e Quatro Novos Fragmentos, pelo Ensemble Performa), dois prémios (“Universidade de Coimbra” e “José Afonso”) e o anúncio, para 2013, de dois novos CDs monográficos (“Step by Step”, com obras compostas para o Drumming GP, e o da ópera Outro Fim). Tópicos para uma conversa com o compositor, dois dias antes da estreia do seu Requiem – a 21 de Novembro, às 19h, com uma segunda apresentação no dia 22, às 21, pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Joana Carneiro, realizando-se um terceiro concerto, mas de piano solo, pelo próprio Pinho Vargas, no dia 21, às 21h30, com entrada livre.

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Parte 1

Na Outra Margem 02/05/2012

A música em lugares onde não estava, como não estava – em comunhão com o teatro, a dança, a poesia, a pintura, o cinema. Precursora em Portugal duma criação musical diferente e integrada com outras artes, autora duma linguagem poética em todos os géneros musicais que desenvolveu, marcou fortemente todos os que com ela trabalharam e conviveram – alunos, intérpretes, colegas nos agrupamentos ColecViva e Convivium Musicum. Nos 75 anos do seu nascimento e 20 depois da sua morte, Na Outra Margem evoca Constança Capdeville, através da sua música e de uma conversa com dois compositores que foram seus alunos, António de Sousa Dias e António Chagas Rosa (de quem ouvimos, além dos testemunhos, fragmentos de duas obras que dedicaram a Capdeville). Na 3ª e 4ª partes, respectivamente, os depoimentos da pianista Olga Prats, amiga pessoal e colaboradora de Capdeville (e cujos 60 anos de carreira são celebrados no próximo sábado, 5 de Maio, num concerto no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, no qual será interpretada uma peça da compositora), e da investigadora Maria João Serrão, autora do livro Constança CapdevilleEntre o Teatro e a Música (Ed. Colibri/CESEM).

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